Reunião-Almoço apresenta os cenários Político e Econômico do País em ano eleitoral

“Estamos entrando em um período pré-eleitoral, passando por um momento muito interessante da retomada da economia e de dúvidas sobre quão consistente é essa retomada, se é cíclica ou realmente estrutural, e o quanto a eleição pode impulsionar, potencializar ou prejudicar esse processo. E todo esse cenário é muito importante para o empresário, que precisa tomar decisões diante dessa situação”. Foi com o objetivo de apresentar todas essas nuances aos empresários locais, que Fernando Marchet foi o convidado da primeira Reunião-Almoço da ACI de 2018.

 

Fernando tem mais de duas décadas de atuação executiva no mercado financeiro e de capitais, é graduado em Administração com área de concentração em finanças e mestre em Economia, ambos pela UFRGS, e Alumni da London Business School. Atualmente, é coordenador do Núcleo de Economia da Federasul. O evento aconteceu no Clube Riograndense nesta terça-feira, e contou com a presença de empresários e representantes de empresas de Montenegro e região.

De acordo com Fernando, essa retomada econômica tem acontecido de forma lenta, mas já é possível enxergar seus avanços: “Emprego está voltando, as famílias estão com menos dívidas, os bancos recomeçaram o processo de oferta de créditos, a inadimplência tem caído e a capacidade de compra da população voltou”.

Conforme o palestrante, a política tem o grande poder de interferir neste cenário e é preciso que as pessoas estejam cientes que as eleições, os candidatos e, principalmente, quem for eleito, vão estar diretamente ligadas ao ambiente econômico. “São ambientes que se conectam, e devemos estar preocupados em quem eleger, porque isso pode potencializar essa retomada econômica ou interromper esse processo.

Também presente no encontro, Simone Leite, presidente da Federasul, destacou a gravidade da crise que a economia viveu e o alívio de já estar passando pelo momento de reconstrução. “Infelizmente, muitas empresas ficaram pelo caminho; muitas pessoas perderam qualidade de vida em suas famílias; muitas pessoas estão desempregadas; muitas pessoas passam fome em função de políticas públicas equivocadas. Porque a crise foi ética, foi moral, foi política e teve a pior consequência: a crise econômica”, lamentou.

Simone também alertou para a importância do empresariado na busca pela retomada do país, principalmente neste ano eleitora. “Está em nossas mãos o futuro do nosso país. Nós não podemos mais nos omitir e pensar ‘Eu não falo de política, esse assunto não entra na minha casa, na minha empresa’. Enquanto nós nos omitirmos, alguém vai ocupar esse lugar, enquanto a política vai interferindo diretamente nas nossas vidas”.

Para o presidente da ACI Montenegro/Pareci Novo, Karl Heinz Kindel, trazer o tema “momento econômico versus eleições presidenciais”, com um viés bastante técnico, tem como objetivo alertar os empresários para este momento único. “A proposta é que o empresariado tenha também conhecimento deste cenário, que interfere diretamente na sua atuação no mercado”, concluiu.

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